Nós gatos já nascemos pobres, porém já nascemos livres... / Twitter: @roselyzenker; Orkut, Myspace e Facebook: Rosely Zenker / Post "100 filmes que eu mais gostei de ver": está em "junho 2009"
sexta-feira, março 30, 2007
E eu dizia ainda é cedo
Porque ele, apesar de ser um cachorrão poderoso que poderia colocar qualquer um contra a parede, no sentido literal, às vezes se vê em situações de medo sem fundamento. Tem alguns eventos que despertam o seu instinto mais animal, e ele tenta se defender de coisas até bobas. Como se seus atributos naturais (os dentes, principalmente) não fossem dar conta de resolver os seus fantasmas.
Eu disse a ele que ele pode ficar tranquilo, porque está em ambiente seguro ao lado de pessoas que o amam muito... mas parece que nem sempre conseguimos evitar o seu medo.
No fim, somos assim mesmo, né? Temos um instinto, somos animais e nem sempre resolve este detalhe da "razão". Acho que tanto mais percebemos o amor que nos rodeia, tendo segurança das pessoas que gostam de nós e nos admiram, mais estaremos habilitados a lidar com o medo que sentimos. Porque evitar o medo parece algo impossível, já que temos um instinto de preservação.
quinta-feira, março 29, 2007
O Brasil não conhece o Brasil
Alguns dados relatados no filme:
"Pesquisa divulgada pela Secretaria Especial de Direitos Humanos em janeiro de 2005 denunciou a exploração sexual comercial de crianças e adolescentes em 937 municípios brasileiros".
"Estima-se que cem mil crianças e adolescentes são explorados sexualmente no Brasil".
segunda-feira, março 26, 2007
Todos os dias quando acordo, não tenho mais o tempo que passou, mas tenho muito tempo!

um rito espera-se faca
recortada sobre o tempo
Ilustração: Marcela Costa (angolana): "Ritms", colagem e pintura.
Marcela Costa, que fez aperfeiçoamento em cursos no Brasil e Suécia, utiliza técnica mista de tecido, areia e estampas. As texturas naturais, o apego às formas curvas e sinuosas conferem às suas criações um viés feminino e um sentimento telúrico. Suas obras estão em diversos países, entre os quais Estados Unidos, Inglaterra, Zâmbia, África do Sul, Estônia e República Tcheca.
sexta-feira, março 23, 2007
Nesta data querida...
É outra colega de blog, que fica blogando comigo e eu fico blogando com ela.
Olha, esta menina é para lá de gente fina.
É uma MULHER REVOLUCIONÁRIA.
Sabem o que é uma mulher revolucionária?
Eu vou dizer (pretenção, hein?).
É uma mulher que luta pelo que quer. Uma mulher que luta para ser feliz.
Uma mulher que entra na vida das pessoas e altera todo o curso da estória.
Inclusive a dela.
Uma mulher que chora e, às vezes, chora muito. Porque acredita nos seus princípios e não se deixa levar pelo que querem os outros. Ah, os outros querem que ela páre tudo o que está fazendo, pensando e sentindo e vá fazer outras coisas, que talvez nem a deixem ser o que ela é realmente.
Mas ela não cede: com seu jeito de ser, ela toma conta de si mesma, e com muita coragem diz "não" ao que não acha certo.
Ah, ela não tem medo do que os outros vão pensar, é desbocada e assume a sua palavra, as conseqüências de suas ações, enfrenta o mundo que vem abaixo.
Uma mulher revolucionária às vezes pode se sentir a mais covarde de todas as mulheres, a mais fraca, a mais vil, até se dar conta que é preciso ter muito peito para viver do jeito que acha melhor.
Mas com sua postura, ela vai plantando sementes por onde passa, vai espalhando alegria, vai ensinando a gente.
Uma mulher revolucionária às vezes não é admirada em algum tempo de sua vida. Às vezes o tempo é quem mostra às pessoas quem ela verdadeiramente é. E as pessoas por sua vez a vão respeitando, se são espertas suficiente para perceber o seu brilho.
Enfim, uma mulher revolucionária revoluciona. E quando percebe os seus frutos, consegue ser feliz, muito mais feliz do que poderia imaginar. De alma limpa, de consciência tranquila, de cabeça erguida.
quarta-feira, março 21, 2007
Meu destino é andar por este país

Esta menininha aí tem sobrevivido aos anos (risos). Continua a mesma bochechuda de sempre. Na semana que vem, vai fazer 35 anos.
Outro dia eu li um artigo (meio ruim, falar a verdade), de Lya Luft, cujo título era: "A criança é o pai do homem". A intenção do texto era até interessante, mas acho que não alcançou o significado desta frase.
Não é difícil para mim reconhecer a pessoa que sou na criança que fui. Acho que a gente esconde secretamente o nosso plano de vida nos nossos sonhos pueris, nas horas em que brincamos, dedicados nas nossas investigações sobre o mundo.
Eu, por exemplo, lembro-me de passar horas debruçada em um livro, na produção de um desenho, compenetrada em meus pensamentos. E me imaginava grande num apartamento cheio de livros, de óculos, de roupas simples, escrevendo e lendo o dia inteiro.
Tenho uma foto premonitória, em que estou sentada à fonte em frente ao Cepeusp, com o prédio da FFLCH ao fundo. Na foto, eu sorrio um sorriso tão feliz que parece que a Usp sempre foi a minha segunda casa.
Acho que a criança sabe exatamente o que fazer para dar curso aos seus desejos. Eu sempre almejei ser uma mulher grandona (metaforicamente, sem dúvida), mas no fim quem me dá as coordenadas do que fazer e do que sentir, manda a menina.
Eu me felicito por ter traçado um trajeto de reencontro a mim mesma, podendo olhar nos meus olhos, e poder encarar a mim mesma com um sorriso nos lábios, podendo dizer:
__ Minha querida Roselyzinha, muito obrigada por tudo o que você me fez. Você sempre foi uma garota corajosa, forte, valente, uma fortaleza, e, por sua austeridade, consigo hoje não te decepcionar e ser muito do que você sonhava para mim. Estamos muito quites. Vamos caminhar agora à Rosely quarentona, à Rosely melhor idade, à Rosely bem velhinha e bem feliz.
segunda-feira, março 19, 2007
Nem toda brasileira é bunda

sábado, março 17, 2007
Que só leva pouca gente
Não que tenha sido muito fácil. Foi bem cansativo.
Mas em compensação é um daqueles dias de minha vida que vou me lembrar por muito tempo.
De manhã tive uma reunião com Tania, a minha orientadora de mestrado. Dá um frio na barriga porque o meu texto de dissertação está se tornando uma realidade cada vez mais séria. Vou poder escrever tudo o que eu tenho a dizer. O frio na barriga é uma mistura de medo, que não quero fazer um trabalho medíocre, e ao mesmo tempo de felicidade. Então posso dizer que esta reunião, apesar de curta, foi bem emocionante.
Em seguida, almocei com alguns amigos de curso, com os quais discuti uns textos que seriam apresentados em uma outra reunião com o grupo todo. Tão importante quanto entender, discutir e aprender, tem este incrível contato com o pessoal, e a gente descobre as possibilidades de se expressar e ler o mundo.
Chegou a hora da reunião, nos esprememos todos em uma salinha das "catacumbas" (há um corredor de sala de professores nas letras que parece um corredor de masmorras). Apesar dos barulhos suspeitos, imaginamos que não há por ali fantasmas centenários, porque o prédio é de certa maneira recente e ainda não formou um conjunto intenso de expectros poderosos.
Então começou a chover, chover, um dilúvio.
Aí que começamos a trocar algumas impressões de nossas vidas e descobrimos algumas estórias incríveis um do outro.
Bom quando a gente encontra pessoas com quem compartilhar cumplicidade.
Dá uma satisfação.
As aventuras não pararam por aí: superando as dificuldades e obstáculos da cidade, conseguimos continuar reunidos até uma da manhã. Ainda debruçados nos textos que discutimos o dia inteiro. Haja neurônio!...
Eu, Márcio, Lisângela e Rosângela enfrentamos um trânsito surreal ao tentarmos escapar da Usp.
No meio do caminho, paramos para jantar no Extra. Com direito a todo glamour do mundo.
Na escada rolante:
__ Será que tem banheiro aqui?
__ Ah, sim! - eu respondi - Eu também quero ir ao banheiro...
Então a Rosângela me comentou uma coisa, eu respondi outra. Quase no piso superior:
__ Estamos longe?
E eu:
__ Do banheiro?
__ Não! Da casa da Tania! - para onde estávamos a caminho.
No banheiro:
__ Sabe que na Europa os banheiros são unissex? - comentei.
__ Você foi muitas vezes?
__ No banheiro?
__ Não! À Europa!
Não sei porque esta estranha fixação pelo banheiro, mas foi uma cena dessas que se a gente tenta imaginar, não consegue. Tem que acontecer para a gente acreditar que é possível.
Enfim, este apanhado de momentos deste dia me deixaram muito feliz. Mais satisfeita ainda quando cheguei hoje ao computador e vi que meus colegas já tinham se manifestado, comentando o dia e a reunião da noite. Isso quer dizer que não só vivi este dia com muita intensidade, como compartilhei estes momentos importantes com outras pessoas muito especiais.
Sei que às vezes fico emotiva um pouco além da conta, mas tenho que dizer: como agradeço por viver assim, tão cheia de estórias para contar. Agradeço aos meus amigos, que tornam todos estes milagres cotidianos acontecerem. Parece que se desenha um sorriso dentro de mim quando tanta coisa que me faz a vida valer a pena se faz presente. Pequenas e grandes coisas. Deixo de ser uma criança assustada, que viveu situações em que tudo saiu do controle e desabou sobre minha cabeça. Passo a ser uma super-heroína poderosa capaz de resolver mil coisas ao mesmo tempo. Aperto a mão do afeto. Pisco um olho para o bem. Enxugo a testa.
Durmo nas nuvens do Olimpo.
quarta-feira, março 14, 2007
Mil rosas roubadas
Eu dei uma gargalhada logo em seguida, porque achei engraçado o jeito do Márcio falar.
Vamos voltar ao início da conversa, para que vocês entendam por que ele me respondeu assim.
Eu estava lhe dizendo o seguinte: que li em uma revista, e não me lembro em qual, sobre um psiquiatra que explicava que a paixão dura no máximo três anos. Mas que ela é renovável, ou seja, você pode se reapaixonar e continuar apaixonado por uma pessoa durante décadas. Ou seja, se o período da paixão acaba e não houve uma conexão entre as pessoas, ela não é renovada. No entanto, se uma pessoa está apaixonada, ela pode não perceber os fatores da relação que a comprometem. Pelo menos até acabar a paixão.
Ele explicou também que paixão não tem nada a ver com amor.
Pode-se amar sem estar apaixonado, pode-se apaixonar-se sem estar amando.
É, eu também achei que há bastante lógica.
terça-feira, março 13, 2007
Participo sendo o mistério do planeta

PARA IMPEDIR O AQUECIMENTO GLOBAL
troque uma lâmpada
Substituir uma lâmpada comum por outra fluorescente poupa até 68 kg de dióxido de carbono por ano.
dirija menos
Ande, use a bicicleta, faça carona compartilhada ou pegue metrô mais vezes.
Você vai poupar 0,8 kg de dióxido de carbono para cada kilômetro.
recicle mais
Você pode poupar até 1.088 kg de dióxido de carbono por ano apenas reciclando metade de seu lixo doméstico.
revise seus pneus
Conservar os pneus calibrados corretamente pode melhorar o
consumo de gasolina em mais de 3%. Cada galão de gasolina economizado
evita 9 kg de dióxido de carbono na atmosfera!Na hora de abastecer, se possível dê preferência ao álcool.
use menos água quente
evite produtos com muita embalagem
Poupe 544 Ig de dióxido de carbono reduzindo seu lixo em 10%.

ajuste seu termostato
Diminuindo apenas 2 graus de seu termostato no inverno e aumentando 2 graus no verão, você pode economizar cerca de 900 kg de dióxido de carbono por ano.
Utilize o seu ar condicionado somente quando necessário.
plante uma árvore
Uma única árvore absorve uma tonelada de dióxido de carbono durante sua vida.
desligue os aparelhos eletrônicos
Desligando sua televisão, DVD, estéreo, e computador quando não estiver usando, economiza milhares de metros cúbicos de dióxido de carbono por ano.
faça parte da solução
Descubra mais e participe através do site climatecrisis.net
NÃO É SEMPRE QUE A SOLUÇÃO ESTÁ NAS NOSSAS MÃOS,
NÃO A DEIXEM ESCAPAR!!!
sábado, março 10, 2007
O tempo não pára

quarta-feira, março 07, 2007
Realize seu sonho sexual
Sabe, eu acho que a prostituição não deveria ser crime. Deveria ser regulamentada. Porque sempre haverá quem queira se prostituir, sempre haverá quem queira pagar por sexo. E este número de pessoas nunca foi e nunca será reduzido. Por que, eu não sei. Mesmo filmes pornôs não me atraem, li uma vez em uma estatística que as pessoas que estão transmitindo prazer na verdade estão fingindo. O ranger de dentes, as palavras, os gemidos, o grito de gozo, tudo não passa de fingimento, de parca encenação. Há tantas pessoas que se envolvem na prostituição sem quererem se prostituir que sempre me vem à mente: esta pessoa aí, será que ela teve escolhas? Será que foi obrigada? O quanto sofreu, o quanto sofre, o quanto esqueceu de sofrer?
Lógico que numa sociedade cheia de tabus e de falsa moral nunca aceitaria uma carteira de trabalho com o carimbo: pessoa da vida. Diria que o dinheiro advindo da prostituição seria dinheiro sujo. Menos sujo do que a venda das drogas lícitas, como o álcool, não sei.
Mas sei que quando falamos de prostitutos e prostitutas, estamos falando de seres humanos. Gente que tem dor de dente, dor de barriga, sente frio, fome e sede como qualquer um de nós.
Fácil imaginar que a vida é fácil para alguém. Na verdade, não sabemos nada de ninguém e não podemos julgar sem conhecer. Fácil é deixar as pessoas à mercê da ignorância, da falta de cuidados e atenção, da marginalidade.
Lógico que tem gente que se prostitui porque gosta. Por isso acho que deveria se chamar profissão. Um dia vai acabar por acaso?
terça-feira, março 06, 2007
Água também é mar

domingo, março 04, 2007
Feito um gato aos pés da dona

Não conheço muito da mitologia, muito menos da mitologia egípcia. Mas estas estórias não são fenomenais?
quinta-feira, março 01, 2007
Minha pretinhosidade, minha festa, minha flecha, minha seta
